24.8.09
História e cultura da Capital do Sertão na TV
Os 80 anos de Nossa Senhora da Glória e sua cultura serão o tema do TERRA SERIGY no próximo sábado
O programa Terra Serigy, que vai ao ar no próximo sábado ao meio-dia pela TV Sergipe, emissora afiliada da Rede Globo, será totalmente dedicado a Nossa Senhora da Glória e a sua cultura. Fernando Petrônio, coordenador de produção do programa, juntamente com sua equipe, esteve no município na quarta-feira, 18/08, e entrevistou diversos artistas e artesãos.
Entre os entrevistados estavam o professor e poeta Jorge Henrique, que falou sobre sua obra “Glória” Cantada em Versos e sobre a trajetória histórica do município, o Sr. Gerino Tavares de Lima, 104 anos, personalidade ilustre da história de Glória, a artista plástica Maria Barreto, os atores Luiz Carlos Andrade, Romário Andrade e Anderson Carlos Santana, que adaptaram a obra do poeta Jorge Henrique para o teatro, e os artesãos e artistas plásticos Maria Aparecida de Souza, João Paulo Santos, Karol Sama e Wellington Santos. A equipe do Terra Serigy também entrevistou a consultora de Turismo Silvia Oliveira.
O programa, que é uma revista eletrônica que aborda assuntos relacionados ao povo e à terra sergipana, voltou seu foco para a riqueza cultural de Nossa Senhora da Glória. Mais uma vez a Capital do Sertão se firma como um berço de latentes manifestações culturais que exalam saberes, falares, cantares e fazeres únicos e muito expressivos. Alguns filhos notáveis dessa terra, como o músico e escritor Sergival e o artesão Véio já são reconhecidos e admirados nacionalmente e elevam e nome do município, mas Glória ainda tem muito que mostrar. Uma pouco dessa terra maravilhosa poderá ser visto na TV, não deixem de assistir.
Jorge Henrique
15.8.09
Arte e cultura de Glória em destaque

A "I Semana de Arte e Cultura", exposição que está acontecendo em Nossa Senhora da Glória-SE, apresenta trabalhos de artistas glorienses de destaque e de novos talentos do município
A exposição, que teve início no dia 10, fazendo parte da programação da Festa da Padroeira, e encerrará hoje, 15 de agosto, às 20 horas, no Palácio das Artes, Av. 7 de Setembro, 145, centro, é uma iniciativa do grupo de artistas de Nossa Senhora da Glória, e pretende inscrever-se no calendário cultural da cidade, como forma de prestigiar os artistas locais e de incentivar os novos talentos que estão surgindo.
Para atingir seus objetivos, o grupo de artistas, coordenado por Dona Aparecida e Wellington, convidaram alunos das redes pública e particular para exporem seus trabalhos ao lado de nomes consagrados como Júnior Leônio e Maria Barreto, entre tantos outros. "É uma forma de incentivar os novos talentos e despertar nos jovens o interesse pela arte", afirma D. Aparecida, um dos grandes nomes do artesanato regional em biscuit e a grande incentivadora do evento.
D. Aparecida, a custa de muito sacrifício pessoal e abnegação, criou e mantém há alguns anos o Palácio das Artes, que é um centro de artesanato local em que se encontram expostos produtos dos mais variados tipos: são esculturas, quadros, objetos artesanais em biscuit, bordados, artesanato com material reciclável, arranjos e muito mais. "Eu não tenho palavras pra dizer o que eu sinto, é um sonho que se realiza", comenta emocionada ao se referir à Semana.
Na abertura da "I Semana de Arte e Cutura" de Nossa Senhora da Glória, estavam presentes a prefeita do município, Luana Oliveira, seus Secretários e diversas autoridades locais, além e inúmeros artistas, alunos e convidados. Após a benção concedida pelo padre Márcio Gonzaga, foi oferecido aos presentes um coquetel, todos assistiram a uma apresentação musical com o violonista gloriense Anselmo Aragão e foram apreciar as obras expostas.
Para quem não teve o privilégio de prestigiar pessoalmente o evento, porque mora muito longe de Nossa Senhora da Glória, deixo algumas fotos que fiz da exposição disponíveis no link abaixo.
Fotos
Jorge Henrique
6.7.09
A Origem do Povoado “Boca da Mata”
Jorge Henrique
Segundo o historiador sergipano Carvalho de Lima Júnior, em seu livro História dos Limites entre Sergipe e Bahia, as terras em que se erigiu o município de Nossa Senhora da Glória teriam pertencido, no início do século XVII, a Tomé da Rocha Malheiros. Uma sesmaria de 10 léguas, a partir da Serra Tabanga, estendendo-se para o sertão, ter-se-ia tornado posse desse beneficiário. O pesquisador sergipano afirma ainda que “a penetração nesta região se verificou no ciclo da economia pastoril, com a instituição de currais de gado, entre 1600 e 1625”.
Esta foi a informação veiculada pelas pesquisas anteriores sobre as origem do Povoado Boca da Mata (atual Nossa Senhora da Glória) e até então tida como incontestável e absoluta. Há alguns anos, contudo, o Prof. José Carlos de Sousa verificou em seus estudos que tal assertiva pode ter incorrido em equívoco e lançou uma polêmica sobre a questão. Em sua pesquisa, SOUSA[1] constatou que “dados mais positivos sobre o primeiro aglomerado humano, que deu início ao Povoado de Boca da Mata, não foram localizados”.
De acordo com este conterrâneo, “a região de Boca da Mata jamais poderia ter sido colonizada antes da de Gararu (à época, Curral de Pedras)”, pois esta última foi ocupada por colonos portugueses vindos de Porto da Folha, que, apavorados pelo domínio holandês em Sergipe, iniciado em 1637, se refugiaram na Serra Tabanga, conforme consta na Enciclopédia dos Municípios Brasileiros (p. 310).
Além disso, argumenta o professor, um fato digno de nota é o de que a Igreja Católica, sempre presente nos movimentos dos colonizadores do Brasil, celebrou a primeira missa na povoação que então se formava somente na última década do século XIX. Algo que corrobora sua afirmação. Acrescente-se ainda, segundo o historiador sergipano Felisberto Freire, que a pecuária impulsionou os tangedores de gado em direção às terras do sertão, especialmente no inverno, quando as pastagens eram ricas e abundantes.
É forçoso deduzir então que a ocupação dessa região não foi em decorrência da fuga de colonos portugueses ao domínio holandês, e sim, motivada pela vinda desses tangedores de gado, a partir do século XVIII, e o Povoado Boca da Mata teve início no último quartel do século XIX, haja vista ainda depoimentos colhidos pelo Professor SOUSA de João de Sousa e Honório do Mandacaru, primitivos habitantes da região de Boca da Mata, nascidos respectivamente em 1865 e 1868.
À medida que a economia pastoril se desenvolvia pelo sertão sergipano, através da instalação de currais de gado, o conseqüente processo de ocupação espacial e modificação do meio para a instalação de futuras comunidades, pouco a pouco, foi devastando a mata de vegetação muito alta e densa, que cobria o solo daquela região. Entretanto, por ser rota obrigatória para aqueles que vinham de outras regiões, antes de surgirem as primeiras povoações, o local serviu de ponto de descanso onde pernoitavam os viajantes que se dirigiam à Cotinguiba interessados na compra de açúcar e jabá.
A primeira denominação da região (Boca da Mata), segundo relatos dos primitivos habitantes, deu-se por conta daqueles viajantes, pois tinham medo de seguir suas rotas durante a noite e ali, na entrada da mata, dormiam. Surgiu então uma expressão que se tornou comum entre eles: “dormir na boca da mata”. Daí a origem da toponímia. Conforme relatos, mesmo depois de elevada à condição de 2º Distrito de Paz de Gararu, em 1922, sob a denominação de Nossa Senhora da Glória, os habitantes mais idosos ainda a chamavam de Boca da Mata.
Os ranchos que ali se fizeram por conta dessas estadas dos tropeiros, durante as viagens, originaram o primeiro núcleo habitacional. O surgimento do povoado foi se dando, paulatinamente, entre terras, onde se começou uma modesta atividade pecuária, e sítios, onde se começavam a plantar mandioca, milho, feijão e algodão.
[1] Enciclopédia dos Municípios Brasileiros (p. 382) apud SOUSA, J. C. de. Discurso do Homenageado. Discurso proferido na sessão solene da Câmara Municipal de Nossa Senhora da Glória, em 30 de setembro de 2005, por ocasião da entrega da Medalha do Mérito Legislativo ao Dr. José Carlos de Sousa.
24.6.09
A Festa Junina da rua mais animada de Glória!
Na noite de ontem, 23 de junho, os moradores da Rua João Francisco de Sousa, em Nossa Senhora da Glória, tiveram um motivo a mais para animar a comemoração em homenagem a São João: a rua foi a vencedora do concurso de ruas instituído pela administração municipal para estimular os festejos juninos na cidade.
Os moradores da rua, comandados por Dona Rosa, em regime de mutirão, confeccionaram, artesanalmente, toda a ornamentação, preparam um farto cardápio de comidas típicas, convidaram a quadrilha junina da Escola Municipal Tiradentes para animar a festa, elegeram uma moradora da rua como a Rainha do Milho, que recepcionou os convidados informando-lhes sobre os festejos, a tradição e as atrações que ofereciam, e ainda organizaram as brincadeiras de quebra-pote e pau-de-sebo.
A festa já seguia animada, ao som do mais típico e tradicional forró, quando chegou a informação de que a rua havia sido a vencedora do concurso. Aí foi que a animação aumentou e a folia continuou até altas horas da madrugada. Como premiação, os moradores ganharam uma banda para animar a festa na noite de hoje, 24 de junho.
Participaram da competição nove ruas do município, envolvendo quatro bairros. Segundo o regulamento do concurso, os critérios para a competição levariam em conta a ornamentação característica, a animação, a fartura de comidas típicas e o respeito às tradições.
Mesmo sem o estímulo da competição, é uma marca tradicional da cidade de Nossa Senhora da Glória a comemoração do São João de uma forma bem tradicional e familiar. Por toda a cidade, as famílias reúnem-se à porta de suas casas, ao pé de uma fogueira, ao som do forró, tocado em aparelhos de som ou mesmo ao vivo, e celebram a alegria dos festejos juninos, saboreando o milho assado e cozido, a canjica, a pamonha, o mugunzá, e bebendo o quentão.
O período dos festejos juninos é, sem dúvida, muito especial para o povo gloriense e sergipano, de uma forma geral, e é uma experiência singular conhecer esse cantinho do Brasil, sua cultura e sua alegria.
Jorge Henrique
6.6.09
Maria Barreto

Pintando seu nome na história
Na década de 40, enquanto o mundo sofria com os tormentos da segunda Grande Guerra, no sertão de Sergipe, mais precisamente na pequena cidade de Nossa Senhora da Glória, uma menina de pouco mais de 10 anos, alheia ao destino da humanidade, brincava com cores e papel. E, mesmo diante de sua cinzenta e árida paisagem, mergulhava absorta num universo colorido de formas suaves e tranqüilas. A menina fabricava sua própria tinta. Fazia-a do papel de seda e do crepom molhados. Do sumo da faveira, produzia a tinta verde que faltava às duas paisagens, utilizava leite de manga para dar brilho à cor e pintava o Sertão. Assim nascia a artista plástica Maria Oliveira Barreto, sorvendo cores do próprio ambiente árido sertanejo para recriá-lo mais bonito.
A partir de então, cores e formas passaram a impressioná-la cada vez mais e descobriu-se artista, capaz de colorir o mundo. Tudo ao seu redor passou a lhe pedir cores e a tudo pintava: cabaças, moringas, toalhas, copos. Na década de 70, seu impulso de expressão pictórica fê-la dar vida e profundidade a compensados e duratex.
As cores com que a tudo a artista gloriense vem tingindo ao longo de sua vida refletem uma busca constante de algo que possa sublimar a mediocridade humana diária, de algo que possa tornar a humanidade melhor. “Eu pinto por uma necessidade de expressão, eu preciso pintar”, diz Maria Barreto quando se lhe indagam os porquês de sua arte. Essa necessidade tornou-se maior e mais presente quando, em 1998, sofreu uma profunda decepção e dela soube extrair forças para viver cada vez mais intensamente sua vida e sua arte. Dona Maria decidiu aperfeiçoar-se na técnica pictórica e procurou um artista plástico que conhecia para pedir-lhe que a ensinasse e, embora não obtivesse o que buscara, soube revestir-se de força ainda maior para, sozinha, construir o próprio caminho pelas artes plásticas.
Comprou telas, cavaletes, tintas e começou a explorar as possibilidades de que dispunha. Inicialmente, pintava com tinta acrílica à base de água, mas desistiu dessa técnica porque a tinta secava rápido demais. E, aplicando cores dissolvidas em óleos secantes sobre telas, perfez inconscientemente os caminhos que perfizeram os artistas da Europa no final da Idade Média. Grandes nomes como Van Gogh, Mondrian e Rembrandt deixaram imortalizadas obras-primas utilizando o mesmo óleo sobre tela e desenvolvendo novas maneiras de explorar as possibilidades dessa técnica. Indiferente a esses dados históricos e às descobertas de seus predecessores, essa nordestina aprendeu sozinha as vantagens da pintura a óleo. Isso lhe permitiu obter efeitos de grande riqueza com a cor, os contrastes de tons e o claro-escuro, pois o óleo seca relativamente devagar, com pouca alteração na cor, o que possibilita igualar, misturar ou graduar os tons e fazer correções com facilidade. Suas telas ilustram algumas formas de trabalhar essa técnica: na representação de paisagens, em combinações cromáticas e em camadas para expressar determinadas atmosferas.
Maria Barreto tem certa predileção por flores e paisagens e, quando se refere a seus quadros, afirma: “Gosto de todos como filhos”. O público, contudo, apresenta algumas preferências e as telas mais comentadas são “A casa de Antônio de Honório” e “Mariazinha”.
Sua primeira aparição pública se deu em agosto de 1999, quando, vencendo a timidez, decidiu expor duas de suas telas, “O carro de Boi” e “O farol”, no Memorial do Sertão, em Nossa Senhora da Glória. A partir de então, pedidos para que ela os expusesse novamente não mais faltaram e em março de 2000, no Espaço Cultural Deputado Djenal Queiroz, na Assembléia Legislativa, em Aracaju, houve sua primeira exposição individual: “Sertaneja retrata o Velho Chico”. Lentamente, o público está conhecendo os trabalhos dessa pioneira artista plástica do Sertão que, com certeza, está pintando seu nome na história dessa região.
Maria Barreto já expôs seus trabalhos em diversas ocasiões e eventos.
• 13/08/99 – Memorial do Sertão, em N. Sra. da Glória.
• 30/12/99 – Feira de Ciência e Cultura do Colégio N. Sra. da Glória, na AGEC, em N. Sra. da Glória.
• 29/10/99 – Sexta Especial, na AABB, em N. Sra. da Glória.
• De 15/02/00 a 10/03/00 – 1ª exposição individual “Sertaneja retrata o Velho Chico”, no Espaço Cultural Deputado Djenal Queiroz, na Assembléia Legislativa, Aracaju.
• De 07/04/00 a 17/04/00 – No BANESE de N. Sra. da Glória.
• 29/01/01 – 1ª Feira de Artes dos Municípios do Alto Sertão Sergipano (Implantação do Portal Alvorada no Município) em N. Sra. da Glória.
• De 24/05/01 a 25/05/01 – Encontro Cultural promovido pelo PET e pelo Projeto Luz do Sol, na AGEC, em N. Sra. da Glória.
• 01/08/01 – Diagnóstico participativo Local, organizado pelo SEBRAE na AABB, em N. Sra. da Glória.
• de 04/10/01 a 07/10/01 – 1º Festival de Arte, Cultura e Esporte, em Canindé do São Francisco.
• 31/10/01 – Gincana do “Cantinho da Sabedoria”, no Jardim “Pequeno Príncipe”, em N. Sra. da Glória.
• De 08/03/02 a 31/03/02 – Comemoração ao Dia Internacional da Mulher, no Espaço Cultural da Assembléia Legislativa, Aracaju.
• 17/03/02 – Instalação a Associação Cultural do Sertão Sergipano (ACSER), em N. Sra. da Glória.
Jorge Henrique
17.5.09
A little ´peace´of Brazil
O Corpo da Paz, criado em 1961, sob a denominação de "PEACE CORPS" pelo presidente americano Jhonn F. Kennedy, é uma agência federal independente dos Estados Unidos instituída com o propósito de prestar serviços voluntários aos países em desenvolvimento. Essa agência recrutou jovens para atuarem em trabalhos voltados à educação, saúde, agricultura e meio ambiente em 139 países, inclusive no Brasil.
Uma dessas jovens voluntárias, Carolina Peiffer, ou simplesmente Carol, que morou em Nossa Senhora da Glória durante os anos de 1967 a 1969, juntamente com Brunie, também voluntária, criou recentemente um blog totalmente dedicado ao Brasil, país pelo qual se apaixonou durante o tempo em que esteve aqui.
Carol trabalhou com o Padre João e irmão Roberto nas obras assistenciais da paróquia e lecionou Inglês no extinto Ginásio Glória, sob a administração do Prof. Manuel. A americana, que atualmente reside na Pennsylvania, citou, via email, os nomes de alguns glorienses com os quais manteve laços de amizade, alimentando a esperança de poder contactá-los via email: Dona Naninha, Dona Guiomar (na época, diretora do grupo escolar Cícero Bezerra), Overland e Dalecinho (estudantes), Helena (professora do ginásio).
Durante o tempo em que esteve no Brasil, Carol manteve um diário e guardou verdadeiras relíquias fotográficas da época. Agora, em seu blog A little ´peace´of Brazil - Carolina´s adventures in Peace Corps Carol publica crônicas animadíssimas e reminiscências de suas andanças pelo sertão de Sergipe. Aborda os mais diversos assuntos e apresenta uma visão peculiar acerca da história e da cultura local, pois se vale do distanciamento cultural e temporal para avaliar o que viu e o que viveu.
Para quem está estudando Inglês, é uma ótima oportunidade de exercitar-se lendo textos agradáveis nessa língua estrangeira, mas com um diferencial: os textos tratam da rotina e da cultura do sertanejo nordestino.
Além de suas crônicas sobre suas aventuras em Glória, Carol também é artista plástica e publica seus trabalhos em outro blog que administra, vale a pena acessar: PRO ARTZ
Email para contato: pro_artz@hotmail.com
Jorge Henrique
9.5.09
ROCK SERTÃO 7 - 15 E 16 DE MAIO DE 2009
O Festival de Música Independente “Rock Sertão”, 7ª edição, acontecerá na praça Antonio Alves Oliveira em dois dias – 15 e 16 de maio, com acesso livre e contará com a apresentação de quinze bandas sergipanas e mais uma atração nacional. Além das atrações musicais o evento cederá espaço para a apresentação de um grupo teatral local chamado Boca da Mata, que exibirá a peça Glória Contada em Versos, adaptação do livro Glória Cantada em Versos do escritor e poeta gloriense Jorge Henrique que conta toda história do município de Nossa Senhora da Glória. Nos dois dias o evento iniciará às 17:00h no palco Véio Artesão.
O Festival de Música Independente “ROCK SERTÃO”, se origina com o início da banda FATOR RH (que agrega o punk rock, o manguebeat e o blues com a cultura regional local), cujo nome resgata uma banda que existia na cidade, em meados da década de 80.
Surgiu com a referida banda, a necessidade de mostrar o som e o trabalho das bandas de música independente do interior e de promover o intercâmbio entre aqueles que produzem esse tipo de música em Sergipe. Além disso, havia uma necessidade de formar um público maior para esse estilo musical e de atender aos anseios de seu incipiente público local.
A idéia se efetivou num festival de bandas alternativas de vários estilos musicais (que se apresentaram sem receber cachê), realizado em praça pública, de forma que pudesse dar ao público em geral acesso facilitado a um produto cultural de qualidade oriundo da própria região, além, é óbvio, de estimular o surgimento de novas bandas.
A 1ª Edição do Festival de Música Independente “Rock Sertão” foi realizada no dia 24 de março de 2001 com quatro bandas oriundas de três cidades da Região do Alto-Sertão. Apesar da pequena divulgação, atraiu público de toda região.
O êxito do Festival impulsionou a carreira da Banda FATOR RH e tornou imperativa a realização de uma segunda edição que só ocorreu três anos depois, dessa vez em dois dias, com a participação de nove bandas e contando com o apoio da maior parte dos comerciantes locais e de alguns de Aracaju, e da prefeitura municipal.
A 2ª edição, realizado nos dias 14 e 15 de maio de 2004, atraiu a atenção da imprensa sergipana. O ponto alto desta edição foi o momento em que a banda Corpos Cavernosos (Aracaju) impressionou o público com na segunda noite do Festival com músicas próprias e uma versão de Asa Branca (Luiz Gonzaga), em homenagem a este grande ícone sertanejo. A TV Sergipe, diversos jornais, revistas, sites e as principais rádios do Estado divulgaram o evento. O evento surpreendeu a expectativa de todos atraindo caravanas de cidades de Sergipe e de Estados vizinhos.
Consagrado já no calendário cultural e festivo de Nossa Senhora da Glória, a 3ª edição foi realizada nos dias 20 e 21 de maio de 2005, na Praça Antônio Alves Oliveira, centro da cidade.
Depois desta edição, a comunidade gloriense pôde contar com um Programa exclusivo na rádio comunitária “Boca da Mata FM” para divulgar a música regional independe sergipana. O programa vai ao ar todos os sábados.
A relevância das edições anteriores chamou a atenção de bandas consagradas do cenário alternativo sergipano para a 4ª edição do festival que aconteceu nos dias 12 e 13 de maio de 2006, como foi o caso da banda Plástico Lunar, que concorreu no ano de 2007 ao Prêmio Toddy da música independente em âmbito nacional, figurando entre uma das 16 (dezesseis) melhores bandas nacionais. Além dela, a banda Maria Scombona, que tem vasta experiência em festivais por todo o país, e representa a mistura do Rock, do Jazz, do Soul e do Funk com o Baião, o Samba de Coco e o Maracatu construindo um sentimento de sergipanidade que contagia o público.
Além de prestigiar as apresentações, o público pôde levar para casa os produtos das bandas, comprando os cds e as camisas das mãos dos próprios músicos. Tendo acesso ao trabalho das bandas que participaram do Festival, um maior número de pessoas começou a ligar para a “Boca da Mata FM” pedindo as músicas das bandas sergipanas e entrando na comunidade do orkut para indicar as bandas que queriam ver na próxima edição. Com essa reciprocidade do público, ficou mais fácil para a organização do evento selecionar as bandas que participaram da 5ª edição, porque inúmeras bandas de Sergipe e Estados circunvizinhos entraram em contato com a organização, querendo até pagar para tocar.
O Festival de Música Independente “Rock Sertão contribui expressivamente para a divulgação do trabalho de bandas sergipanas que, sem eventos alternativos como este, não teriam oportunidade de mostrar seu trabalho. O evento colaborou também para a disseminação da música independente na região sertaneja, confirmando que essa mescla de estilos musicais possui características mutantes que, agregadas ao regionalismo e à criatividade do nordestino, resultam numa manifestação cultural extremamente original.
O Festival contou em sua 6ª edição com a presença de dezesseis bandas sergipanas e do cantor maranhense Zeca Baleiro, caracterizando mais vez mescla de ritmos e a cumplicidade da boa música brasileira.
É fato que o Festival se encontra em uma crescente de apoio, divulgação e, sobretudo de público. Cada edição do “Rock Sertão” é uma superação das edições anteriores, sendo que este ano o festival ganhou divulgação no estado de Sergipe com a vinculação de propagandas na maior emissora de TV do estado, de vinhetas nas mais diversas rádios, entrevistas com os idealizadores e bandas participantes no Festival de música, além da ampla divulgação na internet, nos mais variados sites, blogs e comunidades. A participação do poder público estadual foi imperativa na concretização desta edição, apoiando na profissionalização da execução do festival.
Jorge Henrique
E - mail: contato@rocksertao.com.br.
7.5.09
O inesquecível Patativa do Assaré

Sua poesia permanece sempre atual
Filho do agricultor Pedro Gonçalves da Silva e de Maria Pereira da Silva, Patativa do Assaré veio ao mundo no dia 9 de março de 1909. Criado num ambiente de roça, na Serra de Santana, próximo a Assaré , seu pai morrera quando tinha apenas oito anos legando aos seus filhos Antônio, José, Pedro, Joaquim, e Maria o ofício da enxada, "arrastar cobra pros pés" , como se diz no sertão.
A sua vocação de poeta, cantador da existência e cronista das mazelas do mundo despertou cedo, aos cinco anos já exercitava seu versejar. A mesma infância que lhe testemunhou os primeiros versos presenciaria a perda da visão direita, em decorrência de uma doença, segundo ele, chamada "mal d’olhos".
Sua verve poética serviu a denunciar injustiças sociais, propagando sempre a consciência e a perseverança do povo nordestino que sobrevive e dá sinais de bravura ao resistir ao condições climáticas e políticas desfavoráveis.
(Fonte: http://www.facom.ufba.br/pexsites/musicanordestina/patati.htm)
Eis um exemplo de seu talento e genialidade:
Prefeitura sem prefeito
Nessa vida atroz e dura
Tudo pode acontecer
Muito breve há de se ver
Prefeito sem prefeitura;
Vejo que alguém me censura
E não fica satisfeito
Porém, eu ando sem jeito,
Sem esperança e sem fé,
Por ver no meu Assaré
Prefeitura sem prefeito.
Por não ter literatura,
Nunca pude discernir
Se poderá existir
Prefeito sem prefeitura.
Porém, mesmo sem leitura,
Sem nenhum curso ter feito,
Eu conheço do direito
E sem lição de ninguém
Descobri onde é que tem
Prefeitura sem prefeito.
Ainda que alguém me diga
Que viu um mudo falando
Um elefante dançando
No lombo de uma formiga,
Não me causará intriga,
Escutarei com respeito,
Não mentiu este sujeito.
Muito mais barbaridade
É haver numa cidade
Prefeitura sem prefeito.
Não vou teimar com quem diz
Que viu ferro dar azeite,
Um avestruz dando leite
E pedra criar raiz,
Ema apanhar de perdiz
Um rio fora do leito,
Um aleijão sem defeito
E um morto declarar guerra,
Porque vejo em minha terra
Prefeitura sem prefeito.
Patativa do Assaré
1.5.09
XVI Concurso de Poesia Falada da cidade de Lagarto-SE
Estão abertas as inscrições para o XVI Concurso de Poesia Falada da cidade de Lagarto-SE. O período de inscrição é de 22 deabril a 22 de maio de 2009. Os interessados devem dirigir-se ao Centro Cultural Adalberto Fonseca, na Praça da Piedade, nº 93, centro, CEP 49400-000, em Lagagarto-SE. Para as inscrições realizadas pelos correios, será considerada a data da postagem.
Poderão se inscrever poetas nascidos ou residentes no Estado de Sergipe. Cada poeta poderá inscrever até dois poemas inéditos. Estes deverão ser digitados, identificados mediante pseudônimo do autor e encaminhados em três cópias dentro de um envelope grande. Ainda dentro do envelope, deverá conter um envelope menor, lacrado, no qual constem as seguintes informações: nome completo, endereço, telefone para contato, e-mail, título dos poemas e pseudônimo.
Os dez poemas selecionados pela Comissão Julgadora deverão ser apresentados ao público em espetáculo aberto, no dia 12 de junho, às 20h, no Auditório da Secretaria Municipal de Educação e Cultura da cidade de Lagarto-SE.
Cada poeta poderá defender suas produções ou indicar outro intérprete. Os dez poetas selecionados receberão certificados pela participação no concurso e os três primeiros colocados receberão prêmios em dinheiro:
1º lugar - R$ 400,00
2º lugar - R$ 300,00
3º lugar - R$ 150,00
Melhor intérprete - R$ 150,00
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